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Por Brenno Rebouças

Desde que foi retomada, em 2013, a Copa do Nordeste criou um status a mais para os clubes da região. Disputá-la significa êxito no ano anterior, além de estar um degrau acima dos clubes que a almejam. Principalmente neste ano, quando o torneio voltou a ser ainda mais seletivo e conta apenas com 16 times.

+ Confira a TABELA completa do torneio

Com um tratamento diferenciado, a Copa do Nordeste não apenas dá mais visibilidades às equipes, como é extremamente mais rentável que qualquer campeonato estadual. O upgrade financeiro que a Liga do Nordeste deu na distribuição de cotas para esta temporada justifica todos os esforços possíveis nos estaduais para participar da edição seguinte, mesmo que esse não seja mais o único caminho (o ranking nacional classifica sete equipes).

O retorno técnico da competição também é extremamente importante para as equipes participantes. Além de conseguirem uma avaliação mais próxima do real do elenco que possuem, podendo assim fazerem as intervenções necessárias para a disputa do Campeonato Brasileiro, o grande campeão ainda garante vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Para o público que acompanha, o mais atrativo são os clássicos regionais, o mata-mata e, claro, a grande final, que desta vez será transmitida para todo o Brasil, via SBT, nova emissora de TV aberta com os direitos da Copa do Nordeste.

Ah! Não esqueçamos da orelhuda, a taça da Copa do Nordeste, símbolo maior do torneio. Troféu mais valioso do Brasil no primeiro semestre do ano, ela já está em tour pelos nove estados da região.

 

Infográfico O POVO

Alvinegro caiu na chave com duas equipes que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro e outra da Série C

Por Brenno Rebouças

GRUPO D

Ceará

Felipe Azevedo é um dos destaques do Vovô para a temporada 2018 (Foto: Mateus Dantas/O POVO)

Copa do Nordeste é a menina dos olhos do Vovô no primeiro semestre. O presidente do clube, Robinson de Castro, já deixou bem claro que a prioridade é conquistar a orelhuda novamente (já foi campeão em 2015). Para isso, a diretoria investiu pesado em contratações, mesmo mantendo quase todos os titulares da equipe que conquistou o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro. São 18 novas caras para o início da temporada 2018, algumas já com passagem por Porangabuçu, como o atacante Felipe Azevedo e os meias Wescley e Reina. O departamento de futebol do Ceará também trouxe destaques de outras equipes que jogaram a divisão principal do Brasileiro em 2017, como os volantes Juninho e Naldo. Com um elenco numeroso, de pelo menos 35 atletas, o Vovô deve driblar o calendário apertado, devido a Copa do Mundo, e ser competitivo nos três certames do início do ano (também disputa o Campeonato Cearense e a Copa do Brasil). No Nordestão, caiu no considerado “grupo da morte”, com outras duas equipes que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro e outra da Série C.

Time Base: Everson, Leandro Silva, Rafael Pereira (Valdo), Luiz Otávio, Ernandes; Richardson, Pedro Ken, Ricardinho; Felipe Azevedo, Elton, Douglas Coutinho (Andrigo)

Adversários:

CSA

O Azulão do Mutange vive novo momento devido o retorno à Série B do Brasileiro após 25 anos, porém, nas primeira parte da temporada 2018 vai ser mais cauteloso. Para a disputa do Campeonato Alagoano e Copa do Nordeste, se reforçou com jogadores, em sua maioria, locais. O mais notável deles é o atacante Leandro Kível, ex-ASA, mas tem relevância também a chegada do lateral direito Talisson Calcinha, o ponta esquerda Bruno Veiga e o meia-atacante Giva. Mais gente só deve chegar para a disputa a Série B, a partir de abril. A prioridade do Azulão é o Estadual, que não ganha desde 2008. O fato de ter perdido os últimos dois na fina para o maior rival, CRB, aumenta a obsessão do torcedor do CSA pelo campeonato. Na Copa do Nordeste, quer ir o mais longe que conseguir, mas a diretoria deixa claro que está em segundo plano. O cearense Flávio Araújo segue como técnico.

Sampaio Corrêa

A Bolívia Querida sofreu reformulação profunda, mesmo tendo conquistado acesso à Série B do Brasileiro. Apenas quatro jogadores do time titular foram mantidos (Maracás, Odair, Marlon e Fernando Sobral), portanto, o Sampaio Corrêa teve que ir ao mercado. Contratou o meia Yuri, ex-CRB, os laterais Junio e Kaíke, que vieram do Internacional e o goleiro Andrey, emprestado pelo Volta Redonda. A folha para o começo da temporada é modesta e não passa dos 200 mil reais. Apesar de ter o sonho de ser o primeiro time maranhense a avançar para o mata-mata da Copa do Nordeste, a diretoria diz que é impossível priorizar o torneio porque o Estadual oferece vagas para a Copa do Brasil e para a própria Copa do Nordeste. Francisco Diá permanece como tecnico.

Salgueiro

O Carcará fez um corte de 50% na folha de pagamento. Dos atletas que jogaram a Série C ano passado pelo clube, quinze foram embora. Entre os remanescentes, peças que já atuam no Salgueiro há um longo tempo, caso do lateral direito Marcos Tamandaré e os goleiros Mondragon e Luciano. Dentre os que chegaram, destaque para o meia Fabiano Menezes, revelado pelo Botafogo e o atacante Neverton, que já atuou no Paraná. Considerado a zebra do grupo, tem a meta de pelo menos chegar ao mata-mata, mas reconhece que é difícil. O novo técnico é Paulo Júnior, que já foi campeão do interior com o Salgueiro em 2009.

Equipe cearense cai no mesmo grupo do Vitória

Por Brenno Rebouças

Valdo Bacabal é aposta de gols do Ferroviário (Foto: Mateus Dantas/O POVO)

GRUPO B

Ferroviário

Estreante nesta nova Copa do Nordeste (chancelada pela CBF desde 2013), o Ferroviário sabe o que não quer fazer no torneio: dar vexame. Apesar de ser o único clube de Série D do Campeonato Brasileiro no grupo, o Tubarão da Barra vê possibilidade de avançar, caso faça o dever de casa e roube alguns pontos longe do torcedor. Com um investimento que ultrapassa os 200 mil reais, a diretoria coral apostou em um técnico e atletas rodados pelo Nordeste. Carlos Rabello, o comandante, acabou de subir a Juazeirense para a Série C, enquanto atletas como Luís Soares, ex-CSA, Valdo Bacabal, que estava no Tubarão-SC, mas tem passagens pelo futebol maranhense e Leo Paraíba, com currículo vasto de times nordestinos se destacam no elenco. O Ferrão não deve fazer loucuras pela Copa do Nordeste, entretanto. É mais interessante estar presente de novo no ano seguinte e também na Copa do Brasil de 2019, vagas oferecidas pelo Estadual.

Time Base: Bruno Colaço, Iranilson, Afonso, Túlio, Erick Daltro (Sávio); Glauber, Liniker, Janeudo e Leo Paraíba (Valdeci); Valdo Bacabal e Luís Soares

ABC

O Mais Querido do Rio Grande do Norte está se recompondo de uma crise financeira que refletiu diretamente em campo no ano passado. Segundo a imprensa potiguar, o ABC terminou a Série B com salários atrasados em pelo menos três meses. O rebaixamento de divisão fez com que uma cúpula inteira renunciasse e uma eleição tampão sanou (pelo menos por enquanto) o problema de direção do clube. Os novos gestos já informaram que no primeiro momento o time só vai investir em futebol o dinheiro que vem da timemania, algo em torno de 200 mil reais. O elenco do ABC será modesto. Terá a base que terminou jogando a Série B (cheia de garotos), mas conseguiu renovar com meia Anderson Pedra, o goleiro Edson e o volante Felipe Guedes. Dentre os contratados, destaque para o meia-atacante Walysson, que voltou após uma temporada no Vila Nova e o jovem Lauper, emprestado pelo Corinthians. O técnico é Raniere Ribeiro, uma espécie de eterno interino do clube.

Globo

As ambições do Globo são pequenas na Copa do Nordeste. A meta da equipe é apenas avançar para a fase de mata-mata. O foco nos primeiros quatro meses deve ficar mesmo no Estadual. A aposta da Águia da Cabeça Branca está no tempo de preparação em relação aos concorrentes. A pré-temporada do Globo começou ainda em novembro, praticamente no meio do mês. Os 31 atletas que o clube possui em seu elenco devem chegar com melhores condições físicas nas primeiras partidas. O jogador que mais desponta é Renatinho Potiguar, que vai para sua sexta temporada defendendo o Globo. O técnico, que vai para o seu terceiro ano de trabalho no clube é Luizinho Lopes.

Vitória

Favorito do grupo, o Vitória tem o orçamento menor que o do ano passado, ainda assim, pomposo (cerca de R$ 16 milhões/ano). O torcedor rubro-negro está um pouco desconfiado, já que para este começo de temporada o time fez apenas quatro contratações (Denilson, atacante, ex-São Paulo; Lucas, lateral direito, ex-Fluminense; Bryan, lateral esquerdo, ex-Cruzeiro e Lucas Marques, meia, ex-Chapecoense). Todos vieram com o aval do técnico Vargner Mancini, que está ajudando diretamente na reformulação do elenco, que deve ter sua parte mais radical apenas para a Série A. Para o Campeonato Baiano e Copa do Nordeste, o time não deve ser muito diferente do que terminou a temporada. Destaque para André Lima, Carlos Eduardo e Tréllez. São 24 atletas no elenco, para se dividir entre o Nordestão e o Estadual. O torneio regional desponta como favorito do rubro-negro, já que o Vitória ainda não foi campeão desde a retomada da competição. Não nega também que quer o bicampeonato baiano.

Por Brenno Rebouças

GRUPO A

Santa Cruz
Grafite é o trunfo do Santa Cruz no Nordestão (Foto: divulgação)

Comandado pelo técnico Júnior Rocha, que estava no Luverdense há quatro anos, o Santinha optará por um elenco enxuto, com 24 jogadores de linha e três goleiros. Não apenas por filosofia, mas porque o clube ainda vive mau momento financeiro. A folha vai girar em torno de 200 mil reais e dentre os jogadores, o de maior nome é o atacante Grafite, que renovou por mais uma temporada. Os reforços do time coral também não saltam aos olhos, mas obedecem padrões de momento do clube. O executivo de futebol é o cearense Fred Gomes, que levou consigo o atacante Robinho, o meia Daniel Sobralense e o volante Héricles. A grande meta do ano é o retorno à Série B do Brasileiro.

Confiança

O futebol sergipano tem apenas uma vaga direta para a fase de grupos da Copa do Nordeste, por isso o Confiança terá que dar uma atenção especial ao Estadual, por outro lado, promete não deixar o Nordestão de lado, devido a rentabilidade. A solução é ter um elenco grande, com pelo menos 30 atletas, para suprir o desgaste, suspensões e contusões. O time proletário manteve boa parte do elenco que disputou o mata-mata da Série C. O goleiro Genivaldo e o atacante Frontini são as duas referências da equipe. Ailton Silva segue no comando técnico.

Treze

O Treze é uma das quatro equipes que passaram pela fase preliminar da Copa do Nordeste (as outras três foram CSA, Náutico e Globo) e por isso começou a pré-temporada bem mais cedo, em novembro. Com a classificação à fase de grupos assegurada, após deixar o Cordino-MA para trás com um empate e uma vitória, o clube deve começar a reforçar de fato o elenco para a temporada 2018 (até porque garantiu uma cota maior). Por enquanto, os destaques da equipe são o atacante Reinaldo Alagoano, o volante Guto e o meia veterano Marcelinho Paraíba, de 42 anos. O técnico é Oliveira Canindé e a ideia é ter dois times, uma para o Estadual e outro para a Copa do Nordeste. Para manter um elenco mais extenso, o Galo vai contar com um apoio financeiro de empresários da cidade, que voltaram a ajudar o clube após uma estabilização política no Treze. A folha mensal vai girar em torno de 250 mil reais.

CRB

A atual diretoria do clube regatiano está em seu último ano de mandato e quer sair por cima. O CRB montou o elenco que vai disputar a Série B logo no começo da temporada, segundo os dirigentes. As metas são a conquista do tetracampeonato alagoano e ir o mais longe possível na Copa do Nordeste. Houve reformulação total no elenco. Apenas cinco atletas do ano passado permaneceram e 19 novas caras chegaram.  O atacante Marcão, ex-Paysandu, o meia Leilson, ex-Juventude, além do lateral direito Ayrton, com passagem pelo Flamengo e o goleiro João Carlos, que estava na Ponte Preta são alguns dos destaques. O técnico Mazola teve a difícil missão de entrosar uma nova equipe em somente duas semanas. Com o crescimento do maior rival (CSA), o CRB que se afirmar como o clube mais importante do Estado.  

GRUPO C
Bahia

Edgar Junio é o principal jogador do Bahia neste início de temporada (Foto: divulgação)

Favorito do grupo, o Bahia fez muitas transações para reforçar o grupo neste início de temporada. Trouxe os laterais João Pedro e Nino Paraíba, do Palmeiras e Ponte Preta, respectivamente, os laterais esquerdos Mena e Leo, vindos do Sport e FLuminense, além do volante Elton, ex-Ponte Preta e o atacante Élber, ex-Cruzeiro. Reforçou os cofres com as vendas do goleiro jean para o São Paulo e Juninho Capixaba, para o Corinthians. Com uma folha de 3 milhões ao mês, o técnico Guto Ferreira vai priorizar a Copa do Nordeste. A tendência, assim como no ano passado, é que o tricolor baiano vá de time misto para o Estadual. O grupo é enxuto e não deve passar dos 25 atletas. Além dos reforços, o Bahia manteve peças como o Edgar Junior e Hernane Brocador.

Náutico

A crise financeira e política que rebaixou o Náutico para a Série C do Campeonato Brasileiro ainda está estabelecida nos Aflitos, o que faz com que o alvi-rubro seja uma grande incógnita para a temporada. O time que começou a temporada 218 é totalmente diferente do que terminou 2017. Só dois titulares foram mantidos. Dos novos contratados, destacam-se o meia Negretti e o meia-atacante Wallace Pernambucano, ex-Ceará. Participante da fase preliminar da Copa do Nordeste, o Náutico teve pouco tempo dedicado a preparação, mas a classificação deu um novo ânimo à equipe. A meta principal do Náutico é o Campeonato Pernambucano, já que o time não ganha um título há 14 anos e via Estadual o caminho é mais fácil. A diretoria, porém, não admite publicamente preferências. Roberto Fernandes foi mantido como técnico.

Botafogo-PB

O Belo nunca passou da primeira fase da Copa do Nordeste e este ano quer quebrar essa barreira. No investimento feito para ir mais além, trouxe atletas como o meia Marcos Aurélio, o zagueiro Gladstone  e o atacante Nando. Foram feitas outras doze contratações e mantidas as principais peças da campanha do ano passado, como o zagueiro André Santos, por exemplo. O atacante Dico, que estava emprestado para o Náutico, está de volta. O técnico do Botafogo-PB é Leston Júnior. Apesar de investir mais devido o Nordestão, o Campeonato Paraibano não pode ser deixado de lado, pois dá vaga para Copa do Brasil e a própria Copa do Nordeste

Altos

A intenção do Altos na Copa do Nordeste é conseguir a maior quantidade de cotas possível, daí o desejo de passar de fase (não muito por desejo de disputa).A mesma lógica é usada para a Copa do Brasil. O foco do time mesmo é o Estadual. Com elenco numeroso, devido a uma regra no Campeonato Piauiense, que exige dez jogadores do Estado, Sub-21, o técnico Waldemar Lemos terá que gerir um grupo de 32 jogadores. A diretoria tentou segurar o máximo possível a espinha dorsal do ano passado, mas acabou perdendo quatro peças importantes. Para suprí-las trouxe o atacante Manoel e o meia Roger Gaúcho. O custo total da equipe ao mês (além de folha) é de 200 mil reais.

Por Brenno Rebouças Em 142 jogos que serão realizados nesta edição do Nordestão (já incluindo todos os 16 jogos da fase preliminar), a Liga do Nordeste vai distribuir mais de 22 milhões de reais. O valor terá um rateio diferente de anos anteriores.

Agora, na primeira fase, os clubes se dividem em quatro grupos de quatro times (que nada tem a ver com os grupos da primeira fase da competição), observando o ranking da CBF, e em cada um deles o valor repassado será diferente.

Para o grupo 1, onde estão Ceará, Vitória-BA, Bahia e Santa Cruz-PE, a cota inicial será de R$ 1 milhão. Para o grupo 2, composto por ABC, Sampaio Corrêa, CRB e Botafogo-PB, a primeira cota terá o valor de R$ 875 mil. Já para o grupo 3, ao qual pertencem Salgueiro, Confiança, Ferroviário e Altos, o montante cai para R$ 775 mil. Finalmente no grupo 4, onde estão Náutico, CSA, Treze e Globo, que avançaram da fase preliminar, a cota é a menor, no valor de R$ 750 mil. Cordino, Parnahyba, Fluminense de Feira e Itabaiana, que caíram antes mesmo da fase de grupos, ainda vão receber R$ 250 mil, cada.

Das quartas-de-final em diante a distribuição será igualitária. Nesta fase, cada clube receberá R$ 450 mil. Quem chegar à semifinal ganha mais R$ 550 mil. Na final, o campeão fica com R$ 1,5 milhão e o vice com R$ 600 mil.

Em 2018, então, a Copa do Nordeste vai distribuir R$ 22.5 milhões, um aumento de R$ 3.9 milhões sobre a distribuição da edição de 2017.

Se o campeão da edição de 2018 do Nordestão sair do grupo 1, este vai faturar, só de cotas, R$ 3.500 milhões, já se for do grupo 2, R$ 3.350 milhões, do grupo 3, R$ 3.275 milhões e do grupo 4, R$ 3.250 milhões.



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